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TERÇA-FEIRA, 26 DE SETEMBRO DE 2017
 

Grupo de estudos Afro-Amazônico ganha prêmio nacional E-mail

 

 

O Grupo de estudos Afro-Amazônico da UFPA foi contemplado, na categoria Experiências Educacionais, com o Prêmio Camélia da Liberdade 2014/2015. O Prêmio Camélia da Liberdade – Ação Afirmativa, Atitude Positiva é uma manifestação institucional e pública do Centro de Articulação de Populações Marginalizadas (CEAP), em reconhecimento a iniciativas que promovam as Ações Afirmativas como forma de contribuição para a superação das desigualdades raciais e sociais, de tal forma que fortaleçam os princípios democráticos que regem a nação brasileira.

A premiação está em seu oitavo ano e tem o patrocínio da Petrobras. O objetivo do Prêmio Camélia da Liberdade é incentivar empresas, universidades, governos, instituições públicas e veículos de comunicação a desenvolver projetos de Ações Afirmativas, de valorização da diversidade e de inclusão étnica nos seus quadros, que, ao longo do ano, tenham demonstrado compromissos concretos com a inclusão dos afrodescendentes na sociedade brasileira. Destina-se, também, a personalidades cujas trajetórias estejam vinculadas à luta pela promoção e valorização dos elementos da cultura e identidade negra.

A UFPA, como universidade, já foi contemplada com o prêmio no ano de 2013, na categoria Instituição de Ensino, pela adoção dos sistemas de cotas, juntamente com as universidades do Mato Grosso e de Santa Catarina. Agora, em 2014/2015, o Núcleo de estudos Afro-Brasileiro, mais conhecido como Grupo de estudos Afro-Amazônico, ganhou na categoria Experiências Educacionais na Lei 10.639/03.

De acordo com a coordenadora do Grupo de estudos, professora Marilu Campelo, do Instituto de Filosofia e Ciências Humanas (IFCH) da UFPA, a premiação demonstra reconhecimento pelo trabalho realizado com os movimentos sociais e com a sociedade para a valorização e promoção da cultura negra e das populações negras. “A nossa luta é contínua, e não se resume apenas a uma ação pontual. Nosso trabalho é promover o diálogo entre a pesquisa acadêmica e a militância negra; abrir um espaço de integração entre os estudantes e os pesquisadores e promover a extensão de atividades culturais do povo negro”, afirma.

Sobre o Grupo - Criado em 2002, o Grupo de estudos Afro-Amazônico é vinculado ao IFCH da UFPA, com a finalidade de criar uma interface entre a Universidade e a sociedade, desenvolvendo atividades nas áreas de ensino, pesquisa e extensão, particularmente, da população negra na Amazônia. Propor políticas públicas que visem ao combate ao racismo e à eliminação da discriminação racial e criar um espaço de diálogo e de trocas de experiências entre a Academia e os Movimentos Sociais Negros são alguns dos objetivos do Grupo.

Texto: Jéssica Souza – Assessoria de Comunicação da UFPA
Arte: Reproduçao / Google

 


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