Universidade Federal do Para
 
SEXTA-FEIRA, 24 DE NOVEMBRO DE 2017
 

PET de Ciências Sociais da UFPA recebe premiação

 

 

A 11ª edição da Jornada de Iniciação Científica dos Grupos do Programa de Educação Tutorial (PET) do Pará, a JICPET, foi realizada na UFPA nos dias 12 e 13 de novembro. Com a participação de grupos PET não só da UFPA, como também de outras instituições a exemplo da Universidade Federal Rural da Amazônia (UFRA) e do Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Pará (IFPA), o evento buscou propiciar o compartilhamento de saberes entre os grupos e a divulgação da produção científica de cada um deles.

A programação contou com mesas-redondas, palestras e apresentações dos trabalhos desenvolvidos pelos grupos PET, com premiações para os que se destacaram. Foram premiadas as três melhores comunicações orais e os nove melhores banners, por área de conhecimento.

Na área de Ciências Sociais Aplicadas e Humanas, o vencedor foi o PET de Ciências Sociais, do Instituto de Filosofia e Ciências Humanas (IFCH), com o pôster “Interdisciplinaridade e conhecimento local na sustentabilidade da Amazônia”. O trabalho é parte do projeto “Charles Wagley como articulador institucional”, que estuda a obra de Wagley, considerado um dos fundadores da Antropologia brasileira. A pesquisa é coordenada pela tutora do PET, Wilma Marques Leitão.

Amazônia – O trabalho premiado apresenta Charles Wagley como um dos pioneiros em estudar as comunidades locais, a exemplo dos ribeirinhos de Gurupá, no interior do Pará. O norte-americano se debruçou sobre as questões amazônicas, com um olhar diferenciado da maioria dos pesquisadores da época: pregava que qualquer política pública para a região deveria considerar os saberes locais. O brasilianista se preocupava também com necessidade de formar especialistas oriundos da própria Amazônia para gerir as políticas regionais, a exemplo do professor Samuel Sá, também tutor do PET, que foi orientando de Wagley.

PET de Ciências Sociais - Os grupos PET são coletivos de alunos, com tutoria de docentes, que desenvolvem ações que ajudam a melhorar sua formação, orientados pelo princípio da indissociabilidade entre ensino, pesquisa e extensão. É um programa do Ministério da Educação, que busca oportunizar aos estudantes a realização de atividades extracurriculares, em complemento aos conteúdos ofertados na graduação. Gabriela Furtado, uma das autoras do trabalho premiado na JICPET, considera que a participação no grupo tem enriquecido muito sua formação. “A experiência tem sido bastante positiva, porque aqui nós temos contato com coisas que nunca lemos antes e que não veríamos durante a graduação”, contou.

O PET de Ciências Sociais é o mais antigo da UFPA, com cerca de vinte anos de existência, mas tem uma diferença em relação aos outros grupos do programa: não é vinculado à Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes) e por isso não recebe bolsas, como os demais. É uma opção dos próprios tutores, em nome da liberdade de funcionamento, para não ficar restritos a normas como um número máximo de participantes bolsistas, um único tutor ou a apenas alunos de graduação. Assim, o PET de Ciências Sociais conta atualmente com três tutores (professores Wilma Leitão, Samuel Sá e Denise Cardoso), além da presença de pós-graduandos que auxiliam na tutoria. Qualquer aluno pode participar das discussões, sem necessidade de formalização prévia.

O professor Samuel Sá, tutor durante a maior parte do tempo de existência do PET de Ciências Sociais, acredita que mais do que de bolsas, um PET precisa de solidariedade. “Buscamos a excelência solidária, que é parte da nossa dinâmica. Não adianta você ser um grande doutor e nunca ter ajudado ninguém em nada. Então, o que precisamos é de professores que gostem de trabalhar com alunos e alunos que gostem de trabalhar com professores”, avaliou.

PET de Geografia – Participou também da JICPET o outro grupo PET do IFCH, o de Geografia, com a apresentação de três trabalhos – uma comunicação oral e dois banners, que abordaram, respectivamente, a geomorfologia urbana de Belém, a reestruturação produtiva do território no sudeste paraense e a caracterização do centro urbano e histórico de Belém.

O PET de Geografia, diferente do PET de Ciências Sociais, é vinculado à Capes e funciona com uma tutora, a professora Carmena França, e doze bolsistas, que realizam ações variadas. Além de pesquisas como as que deram origem aos trabalhos mencionados acima, os alunos participam de atividades de extensão, como de educação ambiental em comunidades carentes, e de ensino, dando aulas durante o ano todo no Projeto Universidade Aberta (PUA), o curso pré-vestibular gratuito da UFPA, coordenado pelo PET de Física.

Para a professora Carmena França, participar de um PET permite a aquisição de uma série de competências. “Com esse programa, pretende-se auxiliar os alunos a organizar o seu conhecimento para a prática docente, estimular a responsabilidade social, desenvolver o espírito cooperativo, crítico e avaliativo, dominar técnicas laboratoriais, entre várias outras habilidades”, destacou.

Sílvia Caroline Neves, uma das autoras do trabalho sobre geomorfologia urbana apresentado na JICPET, concorda com a tutora. “O PET tem contribuído muito pra minha formação não só acadêmica como pessoal. Percebo que tenho evoluído muito, nas leituras, pesquisas, trabalho em equipe. Estou no grupo desde o segundo semestre. Agora já estou no sétimo e não pretendo sair até o fim da graduação. O PET tem uma importância muito grande pra todos os graduandos que participam”.

Texto: Ádria Azevedo – Ascom/IFCH

 


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